Orifício
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iteratura adulta? Não infantil porque alheia à infância. Não erótica porque não só, mas também. Não pornográfica porque já chega. Além da exclusão de adjetivos, a inclusão de um que expressa bem o que há em comum nos textos reunidos aqui: desinterdição, ou seja, liberdade discursiva. E desinterdição é um estágio elevado da alma, o que, neste lugar, equivale a ser adulto.

Pois bem. Mulheres e homens adultos e afeitos à casa da palavra. Casa de todos os que tenham orifícios e angústias relativas ao que fazer com os tantos buracos com que vieram ao mundo. "Os sete buracos da minha cabeça", como contabiliza Caetano, são acompanhados de muitos outros, físicos e metafísicos, que só mesmo escrevendo para não enlouquecer com as múltiplas possibilidades de uso que as relações humanas propõem.

Orifício por onde sai palavra. Orifícios por onde entra palavra. Orifícios por onde sai matéria. Orifícios por onde entram sensações. Orifícios por onde examinamos a vida alheia. Orifícios por onde examinam a nossa. E este: o orifício-mor, assembléia de todos os orifícios, onde sempre cabe mais um, inclusive os seus.

Por isso, a casa está aberta para apresentar e receber textos que tratem com elegância e bom gosto de questões relativas aos encontros e desencontros entre homens e mulheres, mulheres e homens, homens e homens, mulheres e mulheres. Vejam que não há censura, e sim delimitação de pauta.

Aproxime-se, puxe uma cadeira, "venha de manso ouvir o que eu tenho a contar / não é muito nem pouco, eu diria / não é para rir, mas nem sério seria". E, se lhe aprouver, mande seu poema, conto, crônica ou ensaio para orificio@orificio.com.br. Vamos, no mínimo, ler com muito prazer e responder com a atenção merecida por quem expõe seus orifícios em forma de LITERATURA.

Bem-vindos,

Janderson Lemos de Souza